20 de jul de 2010

Be Quick or Be Dead #01

Não, não morri... Ainda... Fui acometido de uma severa gripe (talvez suina por ser palmeirense?), mas estou de volta e enquanto a próxima análise em vídeo não sai, aproveitando uma seção antiga no Tablóide, o desfalecido Be Quick or Be Dead retorna com análises aleatórias de filmes muito grandes para caber no Twitter e muito pequenas para ser levada a sério...



Escuridão Mortal (Against the Dark, 2009) - Cotação: *
Link: IMDB

Enchi meu peito de esperança quando coloquei esse DVD para rodar. Steven Seagal contra vampiros, era isso que o cinema trash precisava... Dancei feio. A história é simples, em um mundo devastado por um virus que torna as pessoas mutantes pretensos a comer carne humana (não são vampiros), neste cenário um grupo de sobreviventes tentam abrigo em um hospital abandonado enquanto um grupo de "resgate" liderados por Seagal chutam as bundas de uns mutantes no meio do caminho. Obviamente tem um grupo militar que promete bombardear o hospital (e apenas o hospital, vai entender...) ao amanhecer.
Se fosse só pelos imensuráveis furos de roteiro e os clichês dos filmes de zumbis/infectados (como se fizesse muita diferença) não seria merecedor de uma cotação tão baixa, afinal convenhamos, se você vê um filme na prateleira de uma locadora com um Steven Seagal de meia idade batendo em infectos comedores de carne humana não é de se esperar muita coisa...
A cotação baixíssima foi a raiva que eu passei com o estilo "Godfrey Ho" da direção. Até a metade do filme os sobreviventes e a equipe de Seagal não se trombam (apesar de estarem no mesmo prédio) e quando há algum diálogo entre os membros dos dois grupos, parece que foram gravados em locais e épocas diferentes e unidos pelo poder da edição. Aliás, mesmo quando os dois grupos andam juntos para fugir do hospital antes do bombardeio tenho minhas dúvidas se eles realmente gravaram juntos ao mesmo tempo.
Some a isso a inutilidade do arco sobre os militares (eles só aparecem para dizer que estão próximos do bombardeio e estão cumprindo ordens) e algumas cenas entrecortadas bem ao estilo Marcus Nispel e temos uma produção pobre para se esquecer. Só leva um pontinho por causa dos bons efeitos de maquiagem.



Ninja Assassino (Ninja Assassin, 2009) - Cotação: ****
Link: IMDB

Quando essa produção saiu nos cinemas vi muitos criticos respeitados ralhando a produção pelos excessos só porque era produzido pelos irmãos Wa... (da trilogia Matrix). Eu não sei quanto a vocês, mas como grande fã de filmes de Ninjas, quando assisto algo que tem no mesmo título "Ninja" e "Assassino", não esperaria outra coisa senão o que vi e fiquei extremamente satisfeito.
História simples: Clãs ninjas são usados a séculos como assassinos perfeitos para despachar grandes figurões da história sempre acobertados pelos governos. Quando tenta investigar a respeito sobre eles, uma analista do FBI começa a temer pela vida, sua única esperança de sobrevivência é um ninja dissidente de seu clã, sedento por vingança depois do assassinato de sua única amada pelas mãos de seu próprio mestre.
E é isso, cenas de ação fantasticas e uma sangria desatada que lembram os bons tempos de Kill Bill vol. 1 e Matrix: Reloaded. Diversão para a mente e para os sentidos, certamente vale a pena.



Highway Racer (Poliziotto sprint, 1977) - Cotação: ***
Link: IMDB

Esse obscuro filme italiano policial conta a história de um grupo de bandidos especializado em roubar bancos a-la Michael Cane em Um Golpe a Italiana: Carros pequenos e velozes e muita malandragem. Porém ao contrário de seu compadre inglês, neste filme ele é o vilão. O herói é um policial que tenta pegá-lo, mas sempre reclama de seu carro lento e acaba capotando na maior parte das vezes. Em uma destas capotagens perseguindo os bandidos, seu parceiro morre e ele toma a captura como algo pessoal.
Assim começa a tomar aulas com seu capitão, um ás do volante aposentado, e tenta se infiltrar no bando para pegar todos os bandidos pelo lado de dentro.
O filme é até bom, muitas cenas de perseguição interessantes e um ou outro diálogo realmente bom, mas as atuações são horríveis (somados com a qualidade duvidosa da dublagem estadunidense). Maurizio Merli como protagonista é ruim de doer e tem uma encheção de linguiça entre seu personagem e sua namorada, que só serve para mais no final dar bandeira pros bandidos e estragar os planos da polícia. Leva 3 estrelas pela diversão rasteira, porém só vai ser proveitoso para gostos bem definidos.



La Rata Maldita (Mutantes del año 2000, 1992) - Cotação: *1/2
Link: IMDB

No futuro não muito distante, o México (e provavelmente o mundo) foi tão afetado pela poluição que muitas raças de animais foram extintos (praticamente só sobraram moscas, baratas e ratos) as pessoas precisam usar mascaras nas ruas e um aparelinho instalado nas casas purificam o ar quando seus habitantes entram.
Nesse cenário uma professora de uma escola primária sofre nas mãos do marido. Ele comanda as indústrias do falecido sogro e a tornou uma das principais poluidoras (do México? do Mundo?) que ainda joga lixo radioativo num aterro por baixo dos panos.
A professora não quer dar o divórcio para o magnata, pois é a única chance de reaver a empresa do pai, e é apaixonada por um professor de biologia da mesma escola. Quando barulhos estranhos e mutações aparecem na cidade, ela suspeita de um rato gigante dentro de casa que acaba se revelando um plano do marido para matá-la e tomar conta da empresa.
Confuso, estranho e, pior, com a maior cara de novelão. Em um filme com esse nome, esperava um "O Rato Humano" e um anãozinho como Nelson de la Rosa vestido a carater. Nada disso. O tal rato só aparece na metade final em relances e as vezes parece um ratão de borracha se arrastando no chão, outras vezes é tão descaracterizado que lembra um urso pequeno de pêlo preto. Nesse interim, é uma lenga-lenga com o triângulo amoroso Vilão-Professora-Professor que chega a irritar. A mensagem ecológica jogada na cara do espectador deixa é de corar o Capitão Planeta.
Tem uma pegada trash, mas são cenas muito esparsas que não compensam o restante, use o FF caso queira conferir.



Toy Story 3 (idem, 2010) - Cotação: *****
Link: IMDB

Podem-se modernizar computadores, usar recursos em três dimensões e quantos pixels você achar que deve até chegar num contento, mas boas histórias serão sempre boas histórias. Sempre.
Toy Story 3 pode não ser um marco na história da computação gráfica ou do cinema, contudo é um filme da Pixar, que consegue transmitir emoções que muitos elencos em carne e osso não teriam a capacidade de desenvolver. Não supera o meu Pixar favorito (Up! tem minha preferência até o momento), mas é novamente diversão e emoção de primeira, mantendo a produtora num patamar de qualidade que nenhuma outra conseguiu chegar ainda, estúdio de animação ou não.
Nada muito mais a escrever sem estragar surpresas, chega a ser clichê escrever sobre o trabalho da Pixar, pois são todos fantásticos, acessíveis, comoventes, transmitindo valores seja você criança, adulto ou idoso, sem porém, jogar na sua cara como se fosse um ser acéfalo que vai ao cinema receber uma lição de moral. Toy Story 3 é um filmão para todas as idades e mais uma obra prima da Pixar.